quinta-feira, 30 de março de 2017

QUESTÕES COMENTADAS DE SERVIÇO SOCIAL: Políticas Públicas


Ano: 2015 Banca: VUNESP Órgão: SAEG

A Educação Infantil em creches ou instituições equivalentes (crianças de 0 a 3 anos) e em pré-escolas (crianças de 4 a 6 anos) tem, atualmente, reconhecida a sua importância como integrante dos sistemas de ensino. O número de matrículas na Educação Infantil vem aumentando gradativamente. Esse aumento concentra-se mais nas instituições públicas municipais, devido à maior pressão da demanda sobre a esfera que está mais próxima das famílias e em decorrência da responsabilidade constitucional dos municípios com relação a esse nível educacional. É correto afirmar que a frequência às instituições de educação infantil
a) é compulsória, caso a mãe exerça atividade laborativa.
b) é uma oferta compensatória de serviços.
c) é opção da família e direito da criança.
d) garante o necessário cuidado à criança.
e) assegura acesso universal da faixa de 0 a 6 anos às políticas públicas.

Gabarito: C



Segundo as Diretrizes da Política Nacional de Educação Infantil, é dever do Estado, direito da criança e opção da família o atendimento gratuito em instituições de Educação Infantil às crianças de 0 a 6 anos.

Em razão de sua importância no processo de constituição do sujeito, a Educação Infantil em creches ou entidades equivalentes (crianças de 0 a 3 anos) e em pré-escolas (crianças de 4 a 6 anos) tem adquirido, atualmente, reconhecida importância como etapa inicial da Educação Básica e integrante dos sistemas de ensino. No entanto, a integração das instituições de Educação Infantil ao sistema educacional não foi acompanhada, em nível nacional, da correspondente dotação orçamentária.

Embora a Educação Infantil não seja etapa obrigatória e sim direito da criança, opção da família e dever do Estado, o número de matrículas vem aumentando gradativamente. Um aspecto importante na trajetória da educação das crianças de 0 a 6 anos, gerado pela sociedade, é a pressão dos movimentos sociais organizados pela expansão e qualificação do atendimento. Historicamente, essa demanda aumenta à medida que cresce a inserção feminina no mercado de trabalho e há uma maior conscientização da necessidade da educação da criança sustentada por uma base  científica cada vez mais ampla e alicerçada em uma diversificada experiência pedagógica.



Saiba mais em:

Política Nacional de Educação Infantil: pelos direitos das crianças de zero a seis anos à Educação. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/pol_inf_eduinf.pdf


quarta-feira, 29 de março de 2017

QUESTÕES COMENTADAS: Planejamento Social



Ano: 2015 Banca: VUNESP Órgão: SAEG



O Planejamento Social pode ser entendido como ferramenta de trabalho, como processo lógico, político e administrativo, como instrumento que busca racionalizar e dar direção para redefinições futuras de organizações, políticas sociais, setores ou atividades e como mediação entre a burocracia e as condições objetivas para efetivação de direitos. Considerando suas dimensões sócio-histórica, técnico-operativa e ético-política, asseguradoras de seu caráter transformador, o planejamento social tem como finalidades imprimir dinamicidade, organicidade e concretude à política, ao funcionamento institucional e à intervenção profissional, promover o controle social e monitorar e avaliar sistematicamente a política e o exercício profissional cotidiano, na perspectiva


a) prático-crítica.

b) instrumental-inclusiva.

c) orgânica-científica.

d) antropológica-ética.

e) emancipatória-totalitária.





Gabarito: A



O Planejamento Social pode ser entendido sob diferentes enfoques, a saber:



a) como ferramenta de trabalho que propicia uma prática metodologicamente conduzida e eticamente comprometida com a cidadania;

b) como processo lógico, político e administrativo que, por meio de seu movimento, adensa formas de participação popular nos níveis decisórios e operativos;

c) como instrumento que busca racionalizar e dar direção para redefinições futuras de organizações, políticas sociais, setores ou atividades, Influenciando o nível técnico e político e

d) como mediação entre a burocracia e as condições objetivas para efetivação de direitos.



Considerando suas dimensões sócio-histórica, técnico-operativa ético-política asseguradoras de seu caráter transformador, o planejamento social tem como finalidades:

a) imprimir dinamicidade, organicidade e concretude à política, ao funcionamento institucional e à intervenção profissional, promovendo controle social;

b) monitorar e avaliar sistematicamente a política e o exercício profissional cotidiano, na perspectiva prático-crítica.



Recomendo a leitura completa do artigo:



Política e Planejamento Social: decifrando a dimensão técnico-operativa na prática profissional. Odária Battini. Disponível em:

segunda-feira, 27 de março de 2017

Questões comentadas de Serviço Social: Resoluções CFESS


Ano: 2015 Banca: VUNESP Órgão: SAEG



São várias as normativas que orientam e definem a atuação do Assistente Social. Conforme estabelece o artigo 2° da Resolução CFESS n° 557/2009, que dispõe sobre a emissão de pareceres, laudos, opiniões técnicas conjuntos entre o assistente social e outros profissionais, o assistente social, ao fazê-lo, a respeito de matéria de Serviço Social, deve atuar com ampla autonomia, respeitadas as normas legais, técnicas e éticas de sua profissão, e em consonância com a Lei n° 8.662/93, não estando obrigado a prestar serviços incompatíveis com

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a) suas competências e atribuições.

b) sua ética e disposição.

c) sua postura e proposição.

d) suas possibilidades e atenção.

e) suas habilidades e aptidões.





Gabarito: A



Art. 1°. A elaboração, emissão e/ ou subscrição de opinião técnica sobre matéria de SERVIÇO SOCIAL por meio de pareceres, laudos, perícias e manifestações é atribuição privativa do assistente social, devidamente inscrito no Conselho Regional de Serviço Social de sua área de atuação, nos termos do parágrafo único do artigo 1º da Lei 8662/93 e pressupõem a devida e necessária competência técnica, teórico-metodológica, autonomia e compromisso ético.

Art 2°. O assistente social, ao emitir laudos, pareceres, perícias e qualquer manifestação técnica sobre matéria de Serviço Social, deve atuar com ampla autonomia respeitadas as normas legais, técnicas e éticas de sua profissão, não sendo obrigado a prestar serviços incompatíveis com suas competências e atribuições previstas pela Lei 8662/93.

Art. 3º.  O assistente social deve, sempre que possível, integrar equipes multiprofissionais, bem como incentivar e estimular o trabalho interdisciplinar.

Parágrafo único – Ao atuar em equipes multiprofissionais, o assistente social deverá respeitar as normas e limites legais, técnicos e normativos das outras profissões, em conformidade com o que estabelece o Código de Ética do Assistente Social, regulamentado pela Resolução CFESS nº 273, de 13 de março de 1993. 

 Art. 4°.  Ao atuar em equipes multiprofissionais, o assistente social deverá garantir a especificidade de sua área de atuação.  

Parágrafo primeiro - O entendimento ou opinião técnica do assistente social sobre o objeto da intervenção conjunta com outra categoria profissional e/ ou equipe multiprofissional, deve destacar a sua área de conhecimento separadamente, delimitar o âmbito de sua atuação, seu objeto, instrumentos utilizados, análise social e outros componentes que devem estar contemplados na opinião técnica.

Parágrafo segundo - O assistente social deverá emitir sua opinião técnica somente sobre o que é de sua área de atuação e de sua atribuição legal, para qual está habilitado e autorizado a exercer, assinando e identificando seu número de inscrição no Conselho Regional de Serviço Social.

Parágrafo terceiro - No atendimento multiprofissional a avaliação e discussão da situação poderá ser multiprofissional, respeitando a conclusão manifestada por escrito pelo assistente social, que tem seu âmbito de intervenção nas suas atribuições privativas. Parte inferior do formulário


Disponível em: http://www.cfess.org.br/arquivos/Resolucao_CFESS_557-2009.pdf

domingo, 26 de março de 2017

Questões comentadas de Serviço Social: Ética


Ano: 2015 Banca: VUNESP Órgão: HCFMUSP



Constitui direito do assistente social, assegurado pelo Código de Ética profissional:


a) desempenhar suas atividades profissionais com eficiência e responsabilidade, observando a legislação em vigor.

b) pronunciar-se em matéria de sua especialidade, sobretudo quando se tratar de assuntos de interesse da população.

c) utilizar seu número de registro no Conselho Regional, no exercício da profissão.

d) abster-se, no exercício da profissão, de práticas que caracterizem a censura, o cerceamento da liberdade, o policiamento dos comportamentos, denunciando sua ocorrência aos órgãos competentes.

e) participar de programas de socorro à população em situação de calamidade pública, no atendimento e na defesa de seus interesses e necessidades.





Gabarito: B

Para responder esse tipo de questão, é importante ter em mente que:

  • direitos não são obrigações;
  • direito é prerrogativa, vantagens ou privilégios inerentes à sua prática profissional;
  • deveres são obrigações;

Fazendo essa distinção, fica fácil achar a alternativa correta!



DOS DIREITOS E DAS RESPONSABILIDADES GERAIS DO/A ASSISTENTE SOCIAL



Art. 2º Constituem direitos do/a assistente social:



a- garantia e defesa de suas atribuições e prerrogativas, estabelecidas na Lei de Regulamentação da Profissão e dos princípios firmados neste Código;

b- livre exercício das atividades inerentes à Profissão;

c- participação na elaboração e gerenciamento das políticas sociais, e na formulação e implementação de programas sociais;

d- inviolabilidade do local de trabalho e respectivos arquivos e documentação, garantindo o sigilo profissional;

e- desagravo público por ofensa que atinja a sua honra profissional;

f- aprimoramento profissional de forma contínua, colocando-o a serviço dos princípios deste Código;

g- pronunciamento em matéria de sua especialidade, sobretudo quando se tratar de assuntos de interesse da população;

h- ampla autonomia no exercício da Profissão, não sendo obrigado a prestar serviços profissionais incompatíveis com as suas atribuições, cargos ou funções;

i- liberdade na realização de seus estudos.


Código de Ética Profissional dos Assistentes Sociais instituído pela RESOLUÇÃO CFESS N.º 273 DE 13 DE MARÇO DE 1993.

sábado, 25 de março de 2017

Questões comentadas de Serviço Social Banca Vunesp


Ano: 2015 Banca: VUNESP Órgão: HCFMUSP



O Estudo Social enquanto ferramenta utilizada na prática do assistente social é essencial na ação, intervenção e do parecer profissional, fazendo parte de seu cotidiano prático. Ele possibilita também:


I. conhecer a realidade social do âmbito da intervenção;


II. analisar a expressão da questão social na qual se deve atuar;

 
III. compreender os acontecimentos ou situações que motivam sua intervenção.

Está correto o contido em


a) I, apenas.

b) II, apenas

c) III, apenas.

d) II e III, apenas.

e) I, II e III.



Gabarito: E


O estudo social é um processo de trabalho de competência do assistente social. Tem como finalidade conhecer e interpretar a realidade social na qual está inserido o objeto da ação profissional, ou seja, a expressão da questão social ou o acontecimento ou situação que dá motivo à intervenção. 

Como no sistema de justiça o estudo social é realizado com a finalidade de instruir o processo com conhecimentos da área de Serviço Social, recebe também a denominação de perícia social, isto é, um perito – especialista em determinada área de conhecimento, no caso, em Serviço Social – é nomeado para realizar um estudo e emitir um parecer a respeito.

O registro desse estudo ou perícia, com suas conclusões e seu parecer, dá-se, geralmente, por meio de um relatório social ou de um laudo social, trabalho esse regulamentado na legislação que dispõe sobre a profissão como atribuição privativa do assistente social. O que significa que, qualquer profissional de outra área, servidor ou não, que aceite eventual designação para realização de trabalho dessa natureza deve ser denunciado aos órgãos de segurança pública ou de justiça.

No meio judiciário, o estudo e/ou perícia social pode ser realizado por assistente social servidor da instituição, por servidor de outro órgão da Administração Pública estadual ou municipal, eventualmente solicitado para prestar serviços, e por perito ou assistente técnico, evidentemente, com formação na área.

O estudo social pode ser efetivado ora de maneira mais aprofundada, ora mais brevemente, dependendo da demanda e da necessidade apresentadas.


Recomendo a leitura na íntegra do artigo: 

Instruções sociais de processos, sentenças e decisões. Eunice Teresinha Fávero.

Disponível em

quinta-feira, 23 de março de 2017

Questões comentadas de Serviço Social Banca VUNESP


Ano: 2015 Banca: VUNESP Órgão: HCFMUSP



Quanto ao Benefício de Prestação Continuada, é correto afirmar:


a) Gera direito à pensão ao cônjuge ou dependente.

b) Não pode ser recebido por mais de um membro de uma mesma família, mesmo que essa se enquadre nos critérios estabelecidos.

c) Sofre incidência de tributos.

d) Cessa no momento em que são superadas as condições de aquisição do direito.

e) Pode ser acumulado com benefício previdenciário pelo mesmo solicitante.



O BPC é regido pela Lei nº 8.742, de 07/12/1993, e é regulamentado pelo Decreto nº 6.214, de 26/09/2007.



  • O Benefício de Prestação Continuada - BPC é intransferível, não gerando direito à pensão por morte aos herdeiros ou sucessores. Entretanto, o valor do resíduo não recebido em vida pelo beneficiário será pago aos seus herdeiros ou sucessores, na forma da lei civil.

  • Pode ser recebido por mais de um membro de uma mesma família, desde que se enquadre nos critérios estabelecidos.

  • Não sofre qualquer desconto: O BPC não está sujeito a desconto de qualquer contribuição e não gera direito ao pagamento de abono anual.

  • O beneficiário não pode acumular o BPC com qualquer outro benefício no âmbito da Seguridade Social ou de outro regime, inclusive o seguro-desemprego, ressalvados o de assistência médica e a pensão especial de natureza indenizatória.

Questões comentadas de Serviço Social Banca VUNESP


Ano: 2015 Banca: VUNESP Órgão: HCFMUSP



“É determinada, de acordo com a legislação vigente, pelo juiz competente, que levará em conta as condições de segurança do estabelecimento, quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários".


A definição descrita no âmbito da Saúde Mental trata da seguinte modalidade de internação:


a) voluntária.

b) compulsória.

c) involuntária.

d) a pedido de terceiros.

e) permanente.



Gabarito: B



OS TIPOS DE INTERNAÇÃO



Há três modalidades:

1. Internação voluntária: dá-se a pedido ou com o consentimento da própria pessoa com transtornos mentais;

2. Internação involuntária: dá-se sem o seu consentimento, a pedido de terceiro;

3. Internação compulsória: determinada pela Justiça.



QUANDO É AUTORIZADA A INTERNAÇÃO VOLUNTÁRIA?

A pessoa que solicita voluntariamente sua internação, ou que a consente, deve assinar, no momento da admissão, uma declaração de que optou por esse regime de tratamento, e o término dessa internação se dá por solicitação escrita do paciente ou por determinação do médico responsável. Uma internação voluntária pode, contudo, se transformar em involuntária e o paciente, então, não poderá sair do estabelecimento sem a prévia autorização.



QUANDO É AUTORIZADA A INTERNAÇÃO INVOLUNTÁRIA?

Da mesma maneira, a internação involuntária somente será autorizada por médico devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina do Estado onde se localize o estabelecimento, mas deverá ser comunicada em um prazo de até 72 horas ao Ministério Público Estadual pelo responsável técnico do estabelecimento no qual tenha ocorrido, devendo esse mesmo procedimento ser adotado quando da respectiva alta. O término da internação involuntária se dá por uma solicitação escrita do familiar, ou responsável legal, ou quando estabelecido pelo especialista responsável pelo tratamento.



COMO SE DÁ A INTERNAÇÃO COMPULSÓRIA?

De acordo com a legislação vigente, a internação compulsória é determinada pelo juiz competente, que levará em conta o laudo médico especializado, as condições de segurança do estabelecimento, quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários.



Cartilha: Direito à saúde Mental. Disponível em: http://www.cfess.org.br/arquivos/cartilha-saude-mental-2012.pdf

segunda-feira, 20 de março de 2017

Conheça como a Banca VUNESP cobra as questões de Serviço Social


  • Vunesp é uma das mais tradicionais bancas de concursos públicos municipais e estaduais de São Paulo e é responsável pela aplicação do vestibular da Unesp.

  • Todas as suas provas são de múltipla escolha – contendo cinco alternativas para cada questão.

  • As questões elaboradas pela Fundação Vunesp costumam ser bastante acessíveis, não sendo muito complexas e com um grau de dificuldade um pouco menor, quando comparado com as demais bancas avaliadoras.


Veja como são cobradas algumas questões de Serviço Social


QUESTÕES VUNESP
FUNDAMENTOS HISTÓRICOS TEÓRICOS METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL
Ano: 2015 Banca: VUNESP Órgão: SAEG

A fenomenologia é o estudo das essências; e todos os problemas, nesta perspectiva, tornam a definir essências, como por exemplo: a essência da percepção, a essência da consciência. A fenomenologia representa uma tendência filosófica que, inclusive, questionou os conhecimentos do positivismo, elevando a importância do sujeito no processo
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a) da formulação do pensamento materialista filosófico.
b) de aferição de resultados ontológicos do ser.
c) da construção do conhecimento.
d) da definição do problema de pesquisas quantitativas.
e) de elaboração dos fundamentos da sociedade burguesa.

Gabarito: C

Fenomenologia: é a busca da essência das coisas por meio da investigação racional, em que o fenômeno se apresentaria livre dos elementos pessoais e culturais. O alcance da essência fundamenta o conhecimento e se processa na experiência e/ou experimentação. Características:
Ø  Superação da dicotomia sujeito-objeto;
Ø  Ênfase colocada no processo, e não simplesmente no resultado;
Ø  O conhecimento é provisório, elaborado e reelaborado constantemente;
Ø  Círculo hermenêutico (compreensão, interpretação e nova interpretação) com enfoque subjetivo-compreensivista, com ênfase na pesquisa de abordagem qualitativa;
Ø  Opõe-se a filosofia positivista (presa à visão objetiva de mundo), contrapondo-se à crença na possibilidade de um conhecimento neutro e despojado de subjetividade e distante do homem.
Ø  Noção de intencionalidade: essa intencionalidade é da consciência, que sempre está dirigida a um objeto, tendendo ao reconhecimento de que não existe objeto sem sujeito, embora a fenomenologia eleve a importância do sujeito no processo de construção do conhecimento.
Ø  Retomada da humanização da ciência, estabelecendo nova relação entre sujeito e objeto, homem e mundo, considerados como polos inseparáveis

Para aprofundar o assunto, recomendo a leitura do artigo:


Ano: 2013 Banca: VUNESP Órgão: FUNDAÇÃO CASA

A questão social no Brasil, como nos demais países, é o substrato que fundamenta o Serviço Social como profissão; por essa razão, é tema frequente e objeto de intervenção desde o surgimento da profissão. A emergência do Serviço Social no Brasil se dá nas mesmas bases que a questão social, ou seja, no cenário das bases de produção capitalista que produz e reproduz a questão social. Assim compreendida, é correto afirmar que a questão social expressa também os conflitos existentes no cotidiano de quem a vivencia. É nesse campo de tensão – entre produção da desigualdade e produção da rebeldia – que atua o assistente social
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a) nas mais variadas expressões da questão social presentes na vida em sociedade.
b) comprometido com os pressupostos e fundamentos da sociedade do capital.
c) cumprindo objetivos que impulsionam sua atuação
d) para interferir e alterar o cenário de desigualdades econômicas.
e) competente na leitura e interpretação da realidade.
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Gabarito: A

É exatamente o que afirma Iamamoto:

A “questão social” é indissociável da sociabilidade capitalista (Netto, 2001; Iamamoto, 2007) e envolve uma arena de lutas políticas e culturais contra as desigualdades socialmente produzidas. Suas expressões condensam múltiplas desigualdades mediadas por disparidades nas relações de gênero, características étnico-raciais e formações regionais, colocando em causa amplos segmentos da sociedade civil no acesso aos bens da civilização. Dispondo de uma dimensão estrutural                 enraizada      na       produção social       contraposta   à          apropriação  privada          do            trabalho —, a “questão      social”            atinge           visceralmente          a          vida    dos sujeitos numa luta aberta e surda pela cidadania (Ianni, 1992), no embate pelo respeito aos direitos civis, sociais e políticos e aos direitos humanos. Esse processo é denso de conformismos e rebeldias, expressando a consciência e a luta que acumulam forças para o reconhecimento das necessidades de cada um e de todos os indivíduos sociais. É na tensão entre produção da desigualdade, da rebeldia e do conformismo que trabalham os assistentes sociais, situados nesse terreno movido por interesses sociais distintos, aos quais não é possível abstrair — ou deles fugir — porque tecem a trama da vida em sociedade. Foram as lutas sociais que romperam o domínio privado nas relações entre capital e trabalho, extrapolando a “questão social” para a esfera pública, exigindo a interferência do Estado no reconhecimento e a legalização de direitos e deveres dos sujeitos sociais envolvidos, consubstanciados nas políticas e serviços sociais, mediações fundamentais para o trabalho do assistente social (Iamamoto, 2007).

Recomendo a leitura integral do artigo da autora Iamamoto:

Ano: 2009 Banca: VUNESP Órgão: CETESB

De acordo com estudos de Marilda Iamamoto, o Movimento de Reconceituação do Serviço Social, emergido na metade dos anos __________ e prolongando-se por uma década - foi, na sua especificidade, um fenômeno tipicamente__________ . Dominado pela_________ ao tradicionalismo profissional, implicou um/uma ________global da profissão: de seus fundamentos ídeo-teóricos, de suas raízes sociopolíticas, da direção____________ da prática profissional e de seu modis operandi.
Escolha a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do texto.
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a) 1930 . europeu . subordinação . discussão . atual
b) 1950 ..norte-americano . consolidação . repercussão . local
c) 1980 . europeu . aceitação . confirmação . política
d) 1950 . latino-americano . validação . reflexão . global
e) 1960 . latino-americano . contestação . questionamento . social


Gabarito: E

Iamamoto, afirma em sua obra “Serviço social na Contemporaneidade (pag. 205) que “o movimento de reconceituação do serviço Social – emergindo na metade dos anos 1960 e prolongando-se por uma década – foi, na sua especificidade, um fenômeno tipicamente latino-americano. Dominado pela contestação ao tradicionalismo profissional, implicou um questionamento global da profissão: de seus fundamentos ídeo-teóricos, de suas raízes sócio-políticas, da direção social da prática profissional e de seus modus operandis.

A autora destaca também que “o movimento de reconceituação do Serviço Social na América Latina teve lugar no período de 1965 a 1975, impulsionado pela intensificação das lutas sociais que se refratavam na Universidade, nas Ciências Sociais, na Igreja, nos movimentos estudantis, dentre outras expressões. Ele expressa um amplo questionamento da profissão (suas finalidades, fundamentos, compromissos éticos e políticos, procedimentos operativos e formação profissional), dotado de várias vertentes e com nítidas particularidades nacionais. Mas sua unidade assentava-se na busca de construção de um Serviço Social latino-americano: na recusa da importação de teorias e métodos alheios à nossa história, na afirmação do compromisso com as lutas dos “oprimidos” pela “transformação social” e no propósito de atribuir um caráter científico às atividades profissionais. Denunciava-se a pretensa neutralidade político-ideológica, a restrição dos efeitos de suas atividades aprisionadas em micro espaços sociais e a debilidade teórica no universo profissional. (...) De base teórica e metodológica eclética, o movimento de reconceituação foi inicialmente polarizado pelas teorias desenvolvimentistas. Em seus desdobramentos, especialmente a partir de 1971, este movimento representou as primeiras aproximações do Serviço Social à tradição marxista, haurida em manuais de divulgação do marxismo-leninismo, na vulgata soviética, em textos maoístas, no estruturalismo francês de Althusser, além de outras influências de menor porte. Registra-se, entretanto, a ausência de uma aproximação rigorosa aos textos de Marx. Esse período coincide com a ditadura militar no Brasil, fazendo com que o debate aqui assumisse outras tonalidades e recebesse distintas influências, especialmente do vetor modernizador e tecnocrático, combinado com extratos da filosofia aristotélico-tomista no âmbito dos valores e princípios éticos. Verifica-se, no Brasil, nesse período, um pólo de resistência a esta vertente modernizadora, liderado pela Escola de Serviço Social da Universidade Católica de Minas Gerais (ESS/UCMG), integrado aos rumos do movimento de reconceituação latino-americano, tal como se expressou nos países de língua espanhola.

A autora aponta que “aquele movimento não foi nem unitário nem homogêneo. Ao contrário: tanto em função de suas gêneses sociais diferenciadas – determinadas por contextos sociopolíticos e econômicos distintos – quanto em razão da vinculação intelectual e política por parte de seus protagonistas a matrizes teóricas e societárias também diversas, o movimento de reconceituação se molda como uma unidade repleta de diversidades.

Recomendo a leitura do livro Serviço Social na Contemporaneidade: trabalho e formação profissional. 2ª Parte. Capítulo II. Item 2: O legado da Reconceituação.

Ano: 2015 Banca: VUNESP Órgão: SAEG

A pretensão de superar a fragmentação do conhecimento por meio de uma reordenação epistêmica, mas sem o pressuposto da dependência ontológica do saber em relação ao mundo objetivo e sem buscar a origem, a natureza e a função social do processo de fragmentação, tanto material quanto intelectual, e sem a superação da perspectiva moderna da cientificidade, pode ser muito atraente, porém é inteiramente equivocada e fadada ao insucesso. Não é a soma de partes justapostas que produz um conhecimento totalizante. Este só pode ser produzido a partir de fundamentos metodológicos radicalmente diversos daqueles que embasam a perspectiva da cientificidade moderna. Estes fundamentos implicam uma teoria geral do ser social e têm a sua chave mestra na
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a) compreensão dos fragmentos da teoria.
b) hermenêutica da dialética da simplicidade.
c) categoria ontológica da totalidade.
d) expressão mais concreta do pensamento humano.
e) transmissão do saber sociologicamente construído.
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Gabarito: C

Fragmento retirado do artigo: Interdisciplinaridade, formação humana e emancipação humana. Ivo Tonet. Serv. Soc. Soc., São Paulo, n. 116.

Neste artigo, o autor afirma que “a pretensão de superar a fragmentação do conhecimento através de uma reordenação epistêmica, mas sem o pressuposto da dependência ontológica do saber em relação ao mundo objetivo e sem buscar a origem, a natureza e a função social do processo de fragmentação, tanto material quanto intelectual e sem a superação da perspectiva moderna da cientificidade, pode ser muito atraente, porém é inteiramente equivocada    e fadada ao insucesso. Não é a soma de partes justapostas que produz um conhecimento totalizante. Este só pode ser produzido a partir de fundamentos metodológicos radicalmente diversos daqueles que embasam            a perspectiva da cientificidade  moderna. Estes fundamentos implicam uma teoria geral do ser social (uma ontologia — históricosocial — do ser social) e tem na categoria ontológica da totalidade a sua chave mestra!

O autor ainda destaca que: “para todos aqueles que se propõem como objetivo contribuir com suas atividades teóricas para a construção de uma autêntica comunidade humana, plenamente emancipada, é imperativo o domínio da perspectiva metodológica — de caráter ontológico — à qual nos referimos acima, pois só ela permite a produção de um saber totalizante.”

Recomendo a leitura completa do artigo: Interdisciplinaridade, formação humana e emancipação humana. Ivo Tonet. Serv. Soc. Soc., São Paulo, n. 116, p. 725-742, out./dez. 2013. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/sssoc/n116/08.pdf.